Polinizadoras

Share

Registrar as abelhas nativas sem ferrão em atividade é uma delicia, uma tradição secular na zona rural de Boninal. Na foto a nossa  Mandaçaia (Melipona quadrifasciata), devolve à terra aquilo que é demais para seu pequeno abdomén! Esse gesto me influencia.

 

 

As águas

Share

Tudo muda no sertão quando a chuva chega! Viva!

Para a luz do tempo seco

Share

A Chapada Diamantina está cem por cento no polígono da seca, nosso bioma predominante é a caatinga, esta foto foi feita no auge da estiagem. O pé de Ipê e o pouso do Sofrê.


Olhares

Share

 

Ontem foi quinta-feira, dia que desejo dedicar para postar. Os dias são oito, o número do infinito para respirar. Na fotografia e no olhar, o infinito é o foco máximo. O olhar do gato me atiçou e trêmula registrei a participação dele na imagem. Claro, sem falar do majestoso pé de Chichá e o grandioso afluente do Velho Chico, o rio Grande, a correr incessante para o mar. E o que dizer de todas as plantas com suas cores! Ah chuva, como você nos faz bem! Meu/nosso, inclui o gato, olhar sobre os quintais. É o Quintalada em Barreiras.   

"No período das chuvas, saíamos em bando, acompanhando as grandes enxurradas que desciam da Serra do Mimo até o rio, local proibido para crianças desacompanhadas. Era lá que botávamos um pouco de farinha dentro de uma lata, para pegar os peixes; escolhíamos os menores. Cheguei a engolir três piabinhas para aprender a nadar! Experimentávamos tudo, até comer toá, o barro das beiradas das barrancas. Quando o barro secava, e ficava parecido com um fino tablete de chocolate, comíamos, ainda que tivéssemos comida em casa. 

Mampar, palavra que quer dizer comer, era muito usada pelas crianças. “Mampar merenda” era uma brincadeira combinada de dar um certeiro tapa na mão de outra criança e pegar o que ela estava comendo. Quando a gente conseguia, gritava: “Mampei merenda!” retirado do livro lembranceiras, imaginário e realidade.